Vítor Damas, o Nosso Número 1
VÍTOR Manuel Afonso DAMAS de Oliveira foi o jogador que mais vezes envergou a camisola do Sporting. O miúdo que nasceu em Lisboa no dia 8 de Outubro de 1947, aos 15 anos já jogava nos juniores do clube e com 19 anos, a 22 de Janeiro de 1967, jogou pela primeira vez na equipa principal, na festa de homenagem a Vicente (antiga glória do Belenenses). Ainda fez 7 jogos nessa época (66/67) mas Carvalho continuava a ser o titular das redes leoninas.
Na época seguinte só fez um jogo na equipa principal mas em 1968/69 começava o reinado indiscutível de um dos melhores guarda-redes do futebol português. Durante 8 anos, Damas foi “rei e senhor” em Alvalade.
Até que em 14 de Março de 1976, num jogo frente ao Académico de Coimbra que terminou empatado 3-3 e em que esteve irreconhecível sofrendo 3 golos incríveis para a sua categoria, Damas pediu para ser substituído. Saindo do campo debaixo de uma enorme vaia. Aí consumava o divórcio do clube que sempre amou.
Nessa altura, corria o rumor que iria para o FC Porto de Pedroto. No entanto acabaria por ingressar no Santander, fraquíssima equipa do campeonato espanhol, onde iria encontrar Quinito que já lá jogava.
Haveria de regressar a Portugal em 1980 não para o Sporting, mas sim para o V. Guimarães, onde iria agora assim trabalhar sob as ordens de José Maria Pedroto. Seguiu-se o Portimonense, até que por fim regressou a “casa” em 1984, acabando a carreira em Alvalade aos 41 anos de idade.
Manteve-se ligado ao Sporting, chegando a ser treinador principal, foi despedido e só mais tarde voltaria a integrar os quadros técnicos do clube. O Sporting deve-lhe ainda uma festa de homenagem condigna.
Foi um guarda-redes de excepção, um génio, ídolo de todos os sportinguistas. Há quem lhe chame o “Eusébio do Sporting”. Para nós será sempre Vítor Damas.
Faleceu precocemente no dia 13 de Setembro de 2003, quando tanto ainda tinha para dar ao futebol português.


